segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sim, elas também podem!





A formação da Rede Cyberela é uma das estratégias do Projeto de Inclusão Digital de Mulheres Comunicadoras do CEMINA. Compõem a rede as 29 comunicadoras e lideranças comunitárias que foram selecionadas por concurso e mais uma vencedora do Programa de Experiências Sociais Inovadoras promovido pelo Banco Mundial. Elas receberam computador, softwares especializados em edição e montagem de programas de rádio, foram capacitadas para usá-los, conexão a banda larga e são incentivadas a trocar estes conteúdos via internet. O objetivo é qualificá-las profissionalmente, incentiva-las a produzir conteúdo com a perspectiva de gênero e estimular a troca de informações com intuito de fortalecer as atuações nas respectivas comunidades.

Conseguir conexão de banda larga à internet foi o principal desafio do projeto, já que grande parte dos municípios onde estão localizados os telecentros não dispõem de provedor comercial e a conexão normal via satélite tem um custo que excede as possibilidades de sustentação das Cyberelas e de suas respectivas rádios/organizações.
Contribui para a superação desta dificuldade o fato de o CEMINA ter sido uma das
organizações da sociedade civil identificadas com a política de inclusão digital do governo brasileiro, que provê conectividade gratuita via satélite para localidades pobres e sem servidores de acesso à internet. Foram beneficiadas por esta parceria 18 telecentros.
O desafio seguinte foi conseguir computadores para instalar nos telecentros. O CEMINA
articulou duas parcerias: Banco do Brasil, doou computadores reciclados em grande
parte pouco apropriados e Fundação Banco do Brasil, que doou computadores de
última geração, scanners e impressoras, além de oferecer capacitação específica e pró-labore para três monitores durante seis meses.
Atualmente, em 13 telecentros instalados está sendo oferecida capacitação para a
gestão do empreendimento. A seleção das pessoas para trabalhar localmente é feita
pela Cyberela responsável e pelo menos cinco representantes do governo municipal,
associações, sindicatos e representantes da sociedade civil compõem o conselho gestor
dos telecentros. Estes espaços têm se transformado em referência como propulsoras do
desenvolvimento local nas comunidades onde estão instalados. Em algumas cidades
como Campestre, no Estado de Alagoas, todos os documentos da Prefeitura e sindicatos
são emitidos no telecentro. O comércio local passou a fazer uso da internet para compras economizando tempo e recursos.O desafio, agora, é garantir a sustentabilidade destes espaços. O CEMINA tem realizado uma série de visitas de monitoramento para identificar melhor as dificuldades e articular parcerias que possam contribuir para esta sustentabilidade.

Por Carolina Diniz
5. periodo - matutino

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